pratos e copos displicentes
largados sobre a mesa
saudade
tristezas
sentimentos pendentes
incertezas
a noite parece não ter fim
no silencio da casa vazia
lembranças insistentes
vagam soltas sobre mim
almas penadas
invadindo o meu sono
invadindo a madrugada
assombrando os meus sonhos
assustando o meu sossego
por estar confuso
ou por medo
deixo a luz acesa
deixo a agua fria
me escorrer no rosto
desperto
despisto
os maus pensamentos
que ainda me rondeiam
o desgosto
o desejo
as dúvidas contantes
corro até a varanda
e vejo
um começo de sol
se debruçar levemente
sobre um mar calmo
e complacente
esparramado na praia nua
ainda bem
que tudo continua
ainda bem
que tudo continua assim
como era antes


:: jose luis 16-05-12 às 07:26 AM
| Comments (0)

. . .


Hey Jude pelo mundo


:: jose luis 12-05-12 às 04:59 PM
| Comments (0)

. . .

. . .

tem dias
que eu choro
que eu finjo que choro
me guardo
me imploro
me comovo
proponho
prometo
mas faço de novo
tem dias
que eu rio
que eu chovo
que eu frio
tem dias
que eu mar
tem dias
que eu me atrapalho
tem dias
que eu sumo
pego uma estrada
pego um atalho
um rumo
juro pra mim
que não vou voltar
tem dias
que eu minto
tem dias
que eu volto
desaperto o meu cinto
me cego
me solto
me desapego
sossego
tem dias
que eu falo
desabafo
desatino
desafio
destoo
me calo
tem dias
que eu voo
decolo
decido
subo
tem dias
que eu consigo
tem dias
que eu mudo
persigo
protejo
olho pra mim
desejo
desabo
desfaço
desdenho
tem dias
que eu venho
caminho de frente
de cara no mundo
vou firme
vou fundo
tem dias
que eu tento
tem dias
que eu canto
tem dias
que eu vento
me enfureço
não sei de mim
não me conheço
tem dias
que eu sou assim
que eu sou o fim
duvido
tem dias
que eu ouço
sou todo ouvidos
tem dias
que eu sou
meio doido
doído
dúbio
sem sentido
sem razão
tem dias
que não
tem dias
que eu penso
divago
imagino
viajo
passeio
me lembro de tudo
dos olhos
da boca
do seio
tem dias
que eu preciso
tem dias
que eu sofro
tem dias
que eu sorriso
suspiro
respiro fundo
enlouqueço
durmo como uma pedra
em sono tão profundo
que nem amanheço


:: jose luis 11-05-12 às 06:42 AM
| Comments (1)

. . .

por amor
eu fico assim
quieto
silencioso
pensativo
sofro
choro
quase morro
por amor
eu fico assim
indolente
insolente
frio
soturno
noturno
sombrio
quente
adormecido
dolorido
doente
por amor
eu fico assim
febril
a mil
a sós
enrolado em laços
abraços
e nós
por amor
eu fico assim
pasmo
bolado
calado
principalmente
depois de um beijo
depois do amor
por amor
eu fico assim
bobo
idiota
indeciso
me entusiasmo
me espreguiço
bato cabeça
bato na mesma tecla
fico chato
intolerante
assecla
por amor
eu fico assim
inseguro
com medo
com receio
de despedida
de abandono
meio assim
perdido
sem rumo
sem dono
sem fome
sem sono
sem vontade da sair
sem vontade de ficar
sem atitude
perco tempo
dinheiro
juventude
perco a calma
vendo o carro
vendo a casa
vendo a alma
por amor
eu fico assim
sem tempo
sem madrugada
sem sossego
sem nada


:: jose luis 10-05-12 às 08:22 AM
| Comments (0)

. . .

uma parte de mim
adora fingir
remoe fantasias
relê poesias
revê lembranças guardadas
isso é tão sem sentido
tão pertubador
mas outra parte de mim
nem liga
nem se toca
me olha de cima abaixo
me lança um olhar fulminante
me provoca agora
me pergunta porque
eu gosto tanto de sofrer
de me afogar em lágrimas
e sem piedade
sem dar chance
abre a minha caixa de Pandora
e deixa se desfazer no ar
uma nuvem densa de saudade
guardada há tanto tempo
junto com alguns momentos
alguns pedaços de dor
luas
noites
ventos
mar
e restos
de fragmentos de amor


:: jose luis 09-05-12 às 06:02 AM
| Comments (1)

. . .

. . .

não se apresse
em fugir de mim
em me abandonar assim
mais uma vez pra sempre
em destriur meus sonhos
repentinamente
não queira mais
me ver chorar tanto
como eu já chorei
efusivamente
não se apresse
em me enganar enquanto
em me fazer de tolo
fazendo pouco
fazendo tudo novamente
por debaixo dos panos
por detras das cortinas
temos todo o tempo do mundo
pra nós
como consolo
temos a nossa rotina
temos o mar
nos nossos olhos
exposto na janela
a nossa revelia
não se apresse
em se levantar da cama
se vestir com rapidez
em ir embora
aliás, por que ir embora de vez
porque tanta pressa
por que tanta teimosia
se ainda restam pra nós
tantas promessas
tantas poesias


:: jose luis 09-05-12 às 05:22 AM
| Comments (1)

. . .

armários vazios
gavetas empoeiradas
saudades
lembranças
frio
restos de cartas
antigas
rasgadas
tudo espalhado pelo chão
juras
mentiras
promessas
pobre coração
sujo
e tão mal cuidado
abandonado a própria sorte
ao deus dará
mas quem sabe
quem sabe talvez
uma outra dona
uma outra mulher
venha
corra
se aposse
socorra
e cuide dele outra vez
se puder


:: jose luis 09-05-12 às 05:19 AM
| Comments (0)

. . .

meus olhos navegantes
cruzaram mares e rios
vilarejos
cidades
montanhas
saudades
desejos
sonhos vadios
luas e luas
por noites
e noites a fio
meus olhos distantes
guardam em si
uma intensa luz
de outros tantos olhos
o calor de outros tantos braços
tantas bocas inconstantes
e nunca mais foram
aquilo tudo o que eram antes
meus olhos errantes
ah esses meus olhos
fascinados que são
amantes
aprenderam de cor
canções inteiras
aprenderam poemas
viveram momentos
viveram tantas cenas derradeiras
tantas lágrimas
tantas tristezas
que nunca foram arrastadas
nos braços da correnteza
implacavel do tempo
esses meus olhos ofegantes
intensos
intrusos
indefesos
fundos
e agora tão molhados
tão guardados
tão reclusos
de tanto medo
que tem do mundo


:: jose luis 09-05-12 às 05:14 AM
| Comments (0)

. . .

2012050625791.jpg
PM impondo a lei e a ordem na Rocinha

pqp


:: jose luis 07-05-12 às 07:39 AM
| Comments (0)

. . .

. . .

. . .

578942_413707495325857_100000598297982_1427578_695549377_n.jpg
como é que alguem em sã consciencia pode atirar num animal
como o elefante???
ou em qualquer outro
principalmente alguem intitulado rei
rei de que?

pqp


:: jose luis 19-04-12 às 09:48 AM
| Comments (0)

. . .

teus olhos de mar
de maresia
de vento
de poesia
teus olhos de maré
de prantos
de tantos
de quanto puder
teus olhos de noite
de lua
de longe
de rua
de onde sequer
teus olhos secretos
aflitos
bonitos
quietos
teus olhos vagos
e molhados
de mulher


:: jose luis 19-04-12 às 09:02 AM
| Comments (1)

. . .

2.jpg
"Mahatma Gandhi e Martin Luther King são grandes exemplos
de fantásticas personalidades não violentas que morreram
de forma violenta
não consigo entender isso
somos pacifistas, mas não sei o que significa ser tão pacifista
a ponto de levar um tiro
jamais consegui entender uma coisa dessas."

(John Lennon em entrevista, dois dias antes de ser assassinado
com quatro tiros)


:: jose luis 17-04-12 às 07:41 AM
| Comments (0)

. . .

. . .

as estrelas que invadem o teu olhar
quando esse vento vadio vem te abraçar
quando essa noite fria vem te cobrir
parecem muitas
parecem tantas
parecem milhares
que todos os meus sonhos parecem fluir
e todos os meus desejos
todos os meus segredos
espalhados por entre os teus lugares
parecem tão inuteis e vãos
que apesar dos pesares
eu sinto me escorrer das mãos
tudo o que eu tanto quis
tudo aquilo que eu tinha pra ser feliz


:: jose luis 12-04-12 às 09:18 AM
| Comments (0)

. . .

eu gosto do cheiro
da tua pele
dos trancos das tuas pernas
do peso
dos nós
eu gosto
do gosto da tua boca
do teu corpo sem roupa
coberto de mim
eu gosto
das minhas pernas fechadas
das tuas abertas
enroscadas
entre as cobertas
espalhadas
gosto do silencio
dos nossos ruidos
das palavras ditas
dentro dos nossos ouvidos
gosto de tudo aquilo
que as vezes parece
que não tem nenhum sentido
nós



:: jose luis 05-04-12 às 10:23 AM
| Comments (1)

. . .

a fome da noite
subitamente
devora o que restava do dia
um final de chuva
a terra molhada
a madrugada fria
incontaveis estrelas
dançam em desalinho
dançam em desalento
cada qual com a sua luz
cada qual com o seu momento
se faziam estar
como se fossem
um chão repleto
um teto
como se fossem
um oposto de mar
pura poesia
pura solidão
ou só um jeito de amar


:: jose luis 31-03-12 às 01:16 PM
| Comments (0)

. . .

esse amor é tranquilo
quieto
e calmo
não é de fazer algazarras
é do tipo que dorme cedo
não gosta de festas
de farras
não tem quase segredos
o que aliás, detesta
não reclama de tudo
não exagera no perfume
não faz cenas de cinema
nem quando sente ciume
não exige aquelas declarações
elaboradas
passionais
nem frases feitas
nem promessas
nem poemas
esse amor é sem pressa
esse amor é de paz
não exige quase nada
nada alem de
madrugadas,
madrugadas,
madrugadas


:: jose luis 31-03-12 às 01:05 PM
| Comments (0)

. . .

faz de conta
que a gente se gosta
que estamos sozinhos
sem impecilhos
sem compromisso
sem hora
sem filhos
nesse silencio
nesse frio
nesse apartamento vazio
só nosso
posso?
deixa eu te ajudar no banho
andar pra lá e pra cá
pelo teu sonho
de mãos dadas
com bastante calma
assim
juntos
alma com alma
deixa
eu não te deixar dormir
sossegada
deixa eu te deixar exausta
cansada
e de manhã
te acordar com beijos
te ver levantar sorrindo
descalça
nua
com fome
desejos
te ver olhar da varanda
a ciranda da rua
com o sol já nascido
um resto de lua
adormecido
num canto
de um imenso ceu
todo azul
deixa


:: jose luis 30-03-12 às 10:45 PM
| Comments (0)

. . .

apaga a luz fria
desse apartamento
fecha todas as janelas
me tira desse vento
vem me dar um beijo apertado
morde a minha a boca
me enfia as unhas
me crava os dentes
marca o meu pescoço
arranca a minha roupa
assim
de repente
finge que me adora
finge que é louca
finge que é muito louca
por mim


:: jose luis 30-03-12 às 08:06 AM
| Comments (0)

. . .

agora eu sei
que te perdi
nos labirintos infindáveis
dos meus pensamentos
naqueles meus sonhos
distantes e loucos
entre as flores
baldias e mortas do jardim
em todos os nossos
pequenos momentos
assim com o passar do tempo
te perdi aos poucos
em mim
agora eu sei
que te perdi
tão logo amanheceu o dia
entre as cobertas desarrumadas
da nossa cama
no teu cheiro espalhado
nas paredes do quarto
por entre as fagulhas que restaram
da nossa chama
na última palavra da última linha
da minha mais derradeira poesia
nesse amor imenso
que de tão grande
morre agora enfim
de tão farto


:: jose luis 27-03-12 às 02:15 PM
| Comments (0)

. . .

. . .

tenho o calor
mas não tenho a chama
tenho o amor
mas não tenho a cama
daí faço planos
projetos
arquiteto sonhos
romances futeis
casos inuteis
lances passageiros
invento em mim
luares
ruas
lugares
paisagens
caminhos inteiros
canteiros
jardins
tudo fugaz
invento alguem pra mim
invento mais
qualquer coisa
tudo aquilo que eu quis
e de tão sozinho
saio por aí
brincando de ser feliz



:: jose luis 20-03-12 às 02:15 PM
| Comments (0)

. . .

dos teus pés
sou o chão
das tuas mãos
sou o mar
sou a lua
se quiseres
sou luar
dos teus olhos
sou a noite
sou o sereno
do teu olhar
sou a coberta
que te esquenta
a fome atroz
que te alimenta
sou o vento
que te move
sou eu
o teu ar
sou o ceu
que te cobre
as estrelas
que te rodeiam
enquanto meus desejos
desesperados
te anseiam


:: jose luis 16-03-12 às 01:23 PM
| Comments (0)

. . .

. . .

preguiça vadia
pra sair dessa cama
por a cara na rua
amanhecer o dia
preguiça de sol
preguiça de mar
preguiça vadia
de tanto amar
de procurar pela lua
de olhar as estrelas
preguiça de fechar os olhos
preguiça de sonhar
de sentir toda essa saudade
mais preguiça ainda
de esconde-la
preguiça vadia
que vara a madrugada
passa a noite acordada
sempre no colo da alguma canção
nos braços de alguma poesia
preguiça vadia
preguiça danada
mas se essa mulher
vem pra mim sorrateira
se arrasta
me beija
me acorda
se encaixa
ah! que preguiça
bobagem
que preguiça que nada


:: jose luis 15-03-12 às 10:08 PM
| Comments (1)

. . .

esse universo
imenso e louco
que te orbita
é essa alma
insana e pouca
que te habita
são as palavras roucas
inferteis e aflitas
que sempre
quando estás desesperada
e solta de mim
gritas
são aqueles sentimentos
antigos e ruins
que tanto evitas
e que de joelhos
juras a todo tempo
que não acreditas
mas quando chega enfim
o teu momento
apesar de quereres
muito partir
pobre de ti
não sabes
realmente aonde ir
e inevitavelmente
ficas


:: jose luis 12-03-12 às 10:07 AM
| Comments (1)

. . .

pernas e braços jogados
pra lá e pra cá
bocas coladas
quase sem respirar
palavras surdas
vozes roucas
o teto
o ceu
o mar em volta
as marcas nas paredes
a fome
a sede
é preciso sonhar
é preciso saber
o que afinal
eu sou pra voce
namorado
marido
um caso
ou só de vez em quando
um sorriso
ao acaso
ao relento
um vento que passa
quase despercebido
um momento
um grande amor
ou só um romance furtivo


:: jose luis 09-03-12 às 08:40 AM
| Comments (2)

. . .

quando eu sonho
me lembro das luzes
das flores
fotografias espalhadas
das cores
me lembro de nós
dos nós apertados
dos abraços
das pernas
dos dias nublados
da chuva fina
das noites frias
das frases
das rimas
das poesias
eternas
quando eu sonho
me lembro do carinho
do sexo
de nós dois
perplexos
calados
quietos
olhando pro nada
olhando pro teto
logo depois do amor
quando eu sonho
contudo
me lembro de tudo
dos dias confusos
da solidão
do deserto
das amarras
do aperto no peito
dos laços desfeitos
do estrondo
que houve dentro de mim
do peso nos ombros
dos teus passos lentos
do caminho te levando
do vento
e eu ficando
cada vez mais sozinho
cada vez mais sozinho
cada vez mais sozinho


:: jose luis 08-03-12 às 01:35 PM
| Comments (1)

. . .

todo dia é dia internacional da mulher, ora!


:: jose luis 08-03-12 às 01:16 PM
| Comments (0)

. . .

porque todo esse ceu sem fim
porque tem que ser assim
porque nunca mais sonhei
porque?
não sei
porque sempre me pergunto
porque não tenho
nenhum outro assunto
porque assim tão sem paz
nenhum minuto sequer
sem querer ter essa mulher
que vaga feito sombra
que me assusta a noite
que me assombra
que me passeia nos sonhos
e quando eu penso em fugir
qual o que
cade coragem pra querer


:: jose luis 06-03-12 às 09:33 AM
| Comments (0)

. . .

tens teus olhos perdidos
entre estrelas e flores
lágrimas e sorrisos
entre as nossas dores
em todos os sentidos
tens teus olhos perdidos
no imenso e denso nevoeiro
no caminho dos sonhos
nos teus beijos roubados
nos meus beijos bandidos
tens teus olhos perdidos
entre tantas palavras bonitas
e tantas outras palavras não ditas
guardadas dentro dos teus ouvidos
nas eternas madrugadas
tens teus olhos perdidos
em mim
em nós
em todos os nossos momentos
que de tempos em tempos
ao longe
ainda ouvimos a voz


:: jose luis 06-03-12 às 08:43 AM
| Comments (0)

. . .

flor de liz
flor da terra
por um triz
por uma quimera
a solidão da tua primavera
não te deixa triste
a espera
ansiosa
flor de liz
cor de rosa
pudera
amas muito mais que deveria
ficas divagando
absorta
pela poesia
sonhando
sonhando
imaginando desejos
a revelia
flor de liz
flor do campo
amas tanto
querendo que o teu peito exploda
querendo que a vida se foda
contanto que te deixe ser feliz


:: jose luis 03-03-12 às 10:22 AM
| Comments (1)

. . .

tens olhos assim
inquietos
morenos
tens olhos pra mim
tens olhos de mar
tens olhos de vento
de vida
de veneno
de brisa
de coisa calma
onde cabem
ao mesmo tempo
tantas estrelas
onde cabem
num só momento
tantos desejos
que repletam de vez
a tua alma


:: jose luis 02-03-12 às 01:10 PM
| Comments (0)

. . .

o teu quarto
te protege do frio
do silencio
dos teus dias vazios
abriga a tua solidão
extemporanea
o teu desassossego
o teu quarto
sufoca a tua angustia
momentanea
espalha os teus segredos
te guarda nas gavetas
nas prateleiras
no fundo dos teus armários
o teu quarto
acomoda os teus bibelôs
teus penduricalhos
tuas lembranças
tuas tristezas
saudades
tuas desesperanças
o teu quarto
acaricia o teu ego
o teu orgulho
te protege das palavras
do barulho
das mentiras
que vem de fora
o teu quarto agora
é o teu mundo
o teu interior
remonta cenas passadas
poemas
frases inacabadas
desde quando
tudo aconteceu
onde tudo esteve
o teu quarto
é a tua prisão
a tua liberdade
é a tua vontade
limitada a quatro paredes
ao teto e ao chão


:: jose luis 02-03-12 às 10:03 AM
| Comments (0)

. . .

era eu
quem não esperavas
quem não querias
todas as manhãs
todas as noites
todos os dias
era eu
em todos os olhares
todos os lugares
todos os bares
todas as orgias
era eu quem nas madrugadas
ronronava dentro do teu ouvido
era sempre eu quem chovia
quem nunca tinha razão
quem nunca tinha sentido
mas quem sempre voltava
quem te queria
que te abraçava
era eu quem te ardia
era eu quem sempre dizia
todas as palavras
que o teu desejo implorava
que o teu desejo queria
era eu quem ouvia
as tuas queixas
tuas gargalhadas
tuas mazelas
tuas melancolias
era eu quem fingia
quem vigiava
era eu quem suportava
tua idiossincrasia


:: jose luis 01-03-12 às 03:51 PM
| Comments (1)

. . .

te quero nuvem
nua
te quero lua
te quero nunca
adeus
quero os teus olhos
em mim
te quero nos meus
quero a tua boca
inteira
calada
prisioneira da minha
amada
rainha
eu
rei do teu trono
te quero princesa
camponesa
plebeia
senhor do teu sono
dono do teu sorriso
quero o teu cheiro dispersivo
de azaleias
me quero indefeso
indeciso
fagulha do teu incendio
razão dos teus braços
em volta
quero ser o teu vigia
a tua escolta
teus sonhos
teus desejos
teus lampejos de poeta
todos os teus pensamentos
quando se sente sozinha
dentro da madrugada fria
e quieta


:: jose luis 25-02-12 às 09:40 AM
| Comments (1)

. . .

. . .

quisera eu saber
o que mais me faz doer
se é te amar tanto assim
ou não te ter pra mim
não olhar teus olhos de manhã
não sentir a tua pele
delicadamente roçar na minha
saber que a minha falta
não te faz se sentir sozinha
esse quarto frio
um cheiro de saudade por perto
um jeito vazio
um deserto
o teu lado do armário sem roupas
todos os teus sapatos partiram
o que vai ser
dos meus braços
o que vai ser da minha boca
o meu abandono
tão só
o que vai ser de mim
assim sem sono
e o pior
perambulando as madrugadas
buscando rimas
palavras
algum encantamento
algum vento
que seja
que te traga de volta
rapidamente
do jeito que o meu peito deseja
quisera eu saber
o que mais me faz doer
se é te amar tanto assim
ou não te ter pra mim


:: jose luis 24-02-12 às 08:49 AM
| Comments (0)

. . .

tenho pressa
tenho muita pressa
de te cuidar
de te dizer
te dar
de ter entreter
te por nos braços
na ponta dos pés
passear no teu silencio
andar pelo teu sonho
quase quieto
bem devagar
tenho pressa
tenho urgencia
de te esperar acordar
te contar novidades
a minha vida
tristezas
saudades
feridas
das minhas dúvidas
dos meus problemas
relevar as tuas frases
os teus anseios
teus dilemas
brincar de ser teus olhos
te apertar no meu peito
tocar teus seios
te dar presentes
vestidos
um novo poema
te derramar no caminho
lágrimas
sorrisos
quando sentir
que o nosso amor
de alguma forma
possa estar sozinho


:: jose luis 16-02-12 às 08:11 AM
| Comments (1)

. . .

o teu espelho reflete
aquilo que restou de mim
na tua vida
sombras
contornos
imagens distorcidas
teu espelho te engana
te esconde as marcas
espalhadas no teu rosto
não mostra a tua tristeza
o teu desgosto
os desenganos
que ficaram depois de mim
teu espelho é assim
quando te protege
não te expôe
aos dentes ferozes do tempo
mas as vezes
por um momento
por um instante
tudo volta a ser
como era antes
e eu te apareço claramente
na tua frente
no teu espelho
embaçado pelo calor
do teu banho
entro no teu sonho
no teu pesadelo
agora eu sou a toalha
que acarecia os teus cabelos
o sal amargo
que arde a tua pele
eu sou o teu fardo
talvez uma especie de anjo
que vem de repente
e de repente some
uma especie de corda
que te prende em nós
em tua volta
um tipo de homem
que te deixa a sós
mas não te solta
nunca
que invade os teus armários
as tuas gavetas
e desarruma
a tua bagunça
que te deixa mensagens
com o teu baton vermelho
sou aquele que mora pra sempre
dentro dos teus olhos
ali,
bem em frente ao teu espelho



:: jose luis 13-02-12 às 10:07 AM
| Comments (0)

. . .

calma
que essa dor
já que passa
quem sabe
não vem alguem
de longe
de repente
e te abraça
te consola
te coloca alegria
dentro do peito
calma
que essa dor
já que passa
deve ter um jeito
e uma hora
vem alguem
quem sabe
vindo do nada
de manhã
a tardinha
de madrugada
te vê aí toda triste
sozinha
e entra no teu sonho
na ponta dos pés
devagarinho
entra de mansinho
na tua alma
calma
que essa dor
já que passa
e volta no teu rosto
o sorriso
e aquela antiga sensação
de amor
se espalha ao teu redor
te deixando repleta
calma
que essa dor
já que passa
e já que vem tudo de volta
já que volta o poeta
espera
já já que ele volta


:: jose luis 09-02-12 às 09:47 AM
| Comments (0)

. . .

eu aprendo
todo dia
vendo a vida
aos poucos
te trazer pra mim
eu confesso
não tenho
mais nenhuma razão
pra me encher de lamentos
me afogar em prantos
me escondendo em mim
nos meus versos
nos meus cantos
baixando meus olhos
ao chão
não tenho
mais nenhuma razão
de me queixar da vida
não tenho mais vazios
não tenho mais feridas
talvez eu já nem saiba
mais viver na solidão


:: jose luis 07-02-12 às 09:07 PM
| Comments (0)

. . .

atravesso
impune
descalço
o caminho secreto
dos sonhos
de paredes estreitas
e sinuosas
de interminaveis paisagens
que me levam
onde brilha
eternamente distante
um sol gigantesco
cuja a luz se parte
como se fosse em cristais
num emaranhado fulgurante
num glorioso arabesco
em milhares de luzes e luzes astrais


:: jose luis 07-02-12 às 12:29 PM
| Comments (1)

. . .

os vastos corredores
dos meus pensamentos
quietos
repletos
imensos
cujas portas
se abrem
aos salões dos meus sonhos
com enormes varandas
dependuradas
com vista infinita pro mar
de onde se ve
do outro lado
jardins abarrotados
montanhas
florestas
com caminhos quase sem fim
que terminam em pálidos desertos
que até hoje
não sei por que
eu teimo em guardar em mim


:: jose luis 07-02-12 às 05:23 AM
| Comments (0)

. . .

. . .

sou
o dente da fera
a saliva
o lado ardente da espera
o calor do verão
a brisa
a primavera
a gota de orvalho
caindo no lábio
(sou sábio
em coisas do amor)
o sequestrador inoportuno
quem te roubou a calma
invadiu a tua noite
invadiu o teu quarto
te enganou
te iludiu
te mudou o rumo
se perpetuou de vez
na tua alma
teus resquicios do passado
teus preceitos
preconceitos
teus traumas
teu outro lado
que ninguem imagina
teu karma
tua sina
a suposta arma
o tiro a queima roupa
a palavra assassina
o beijo na boca
que te vitima


:: jose luis 03-02-12 às 09:02 AM
| Comments (0)

. . .

de voce
quero mais que um abandono
quero pesadelos
a perda do sono
desesperos
xingamentos
quero palavras pesadas
definitivas
quero frases ofensivas
quero atitudes
completamente sem perdão
de voce
quero o irreparavel
o que não tem mais remédio
não aquela calma da solidão
não quero simplesmente o tédio
o sonho
a dor quieta
de uma saudade tranquila
de voce
quero a arquitetura contundente
dos versos do poeta
quero flores mortas
recentemente
por tanta espera
quero a esperança burra
inocente
que se empanturra
das lembranças de beijos antigos
aqueles que já não existem mais
de voce
quero o ódio mortal
de final de um grande amor
não quero simplesmente um adeus
não quero simplesmente
o movimento no ar
de mãos solitárias
quero raiva
socos na mesa
não quero uma tristeza
quero várias
enormes
que desfiguram o rosto
quero a cara
de quem não dorme
há muito tempo
quero a cara de um louco
de quem não morre
por pouco
de quem não tem
um momento sequer
de paz
quero a cara fechada
de quem não se esquece de nada
nunca nunca
jamais


:: jose luis 02-02-12 às 02:34 PM
| Comments (1)

. . .

faço parte
dos teus amargos
das tuas falhas
das tuas migalhas
dos teus embargos
da tua familia
faço parte
dos teus sinistros
das perdas e danos
dos desenganos
da tua mobilia
faço parte
dos teus abandonos
do que não foi guardado
do grupo de examigos
dos verdadeiros desconhecidos
dos teus estranhos
faço parte
das tuas saudades
das tais infinitas verdades
dos teus planos incabiveis
dos teus sonhos eternos
os mais impossiveis
faço parte
do lado frio da tua chama
do teu lado oposto
mais sombrio
das marcas do teu rosto
da poeira acumulada
por tempos a fio
no criado mudo
ao lado da tua cama
faço parte
de todo dissemedisse
das emoções alheias
dos olhares curiosos
dos teus dias ociosos
e solitários
da parte ruim do sangue
das tuas veias
do teu lado perdulário
faço parte
da tua vida
da tua fé
do teu destino
das tuas crenças
dos teus desatinos
dos teus desesperos
das tuas doenças
faço parte
dos teus descorfortos
das tuas dores
dos movimentos involuntários
dentro do teu corpo
dos teus pensamentos
mais ordinários
que sempre te tiram a calma
faço parte
do teu âmago
dos teus interiores
dos teus porões escuros
faço parte
definitivamente
da tua alma
juro


:: jose luis 31-01-12 às 09:32 PM
| Comments (0)

. . .

são tantas as canções
que ficam perdidas
nos labirintos dos pensamentos
que de tempos em tempos
de luas em luas
de ventos em ventos
despem o peito
de toda a saudade
se espalham por avenidas e ruas
em todos os cantos
nos esconserijos
os mais ocultos da cidade
o corpo pede
o corpo acata
o corpo cede
o corpo disfarça
esconde aa fraquezas
usa de todo o traquejo
de toda sutileza
enquanto a cabeça flutua
num rodopio lisergico
e as palavras se esvaem
nuas
sem medidas
sem sentidos
num choque adrenergico
durante uma fração de segundo
com uma força tão maior
que vem de tantas formas
com tantas facetas
mas pode ser
capaz da mudar o mundo
como faz
o bater das asas das borboletas


:: jose luis 31-01-12 às 02:00 PM
| Comments (0)

. . .

meu intrépido peito
e suas aventuras prosaicas
sua vocação de loser
seus artefatos de brinquedos
seus artificios
suas melodias tristes
seus segredos
seus medos
suas poesias em riste
já quase não existe
quem lhe queira vivenciar
de perto
quem se preste a coragem
de se perder no deserto
de nada
dos seus incovenientes
das suas madrugadas
sempre tão presumiveis
como são
os loucos sonhos distantes
esse meu intrépido peito
e suas aventuras prosaicas
carrega em si o peso
de uma saudade envelhecida
quase arcaica
mas que ainda assim resiste
em alguma lacuna esquecida
nos calabouços escuros
por detras dos muros
das ruinas dos castelos
desconstruidos pela vida


:: jose luis 27-01-12 às 04:18 PM
| Comments (1)

. . .

beijar todo mundo na Dia do Beijo é mole
quero ver morrer no Dia de Finados


:: jose luis 27-01-12 às 04:15 PM
| Comments (0)

. . .

quadrigemeos.jpg
27/01/2012 13h11 - Atualizado em 27/01/2012 13h11
Em depoimento à polícia, falsa grávida alega problemas psicológicos
Maria Verônica foi à delegacia de Taubaté, SP, nesta sexta-feira (27).
Segundo mulher, marido não sabia da falsa gravidez de quadrigêmeos

que tal agora dar quatro criancinhas orfãs pra ela criar?


:: jose luis 27-01-12 às 03:25 PM
| Comments (0)

. . .

de manhã
bem cedinho
antes do sol chegar
a luz da rua ainda acesa
café
pão
queijo
flores
frutas
beijo
a primeira rima da poesia
o primeiro desejo
o primeiro amor
no amanhecer do dia


:: jose luis 26-01-12 às 02:41 PM
| Comments (0)

. . .

lembra de mim
eu sou aquele de ontem
de anteontem
o mesmo de um ano atras
lembra do meu nome
do meu jeito
dos meus olhos acesos
de fome
lembra do peso
do teu encaixe no meu peito
da sensação de paz
lembra do meu cansaço
da minha falta de ar
do meu abraço apertado
do meu braço pesado
sem te deixar descansar
lembra de mim
aquele de dentro do quarto
te fazendo dividida
aquele dentro do teu corpo
sem te machucar
sem te causar desconforto
um invasor da tua vida
completamente perdido
a deriva dentro do teu mar
lembra de mim
não custa tentar
não custa nada dizer
que adora lembrar
que gosta de ficar perdida
vagando dentro do teu tempo
lembrando de cada momento
das minhas pernas
desabadas sobre as tuas
de cada gota de suor
espalhada no lençol
lembra do sol
ardendo nas nossas costas
lembra das noites
lembra da lua
lembra da paisagem
dos morros
das encostas
lembra de nós quase perdidos
por um triz
lembra do longo caminho de volta
que parecia nunca mais chegar
lembra de mim
como quem lembra de um filme
de um romance
quadro a quadro
lance a lance
torcendo para um final feliz


:: jose luis 25-01-12 às 08:05 PM
| Comments (1)

. . .


punguista em ação

diretor da CBF
exvereador
exgovernador de São Paulo
ladrão


:: jose luis 25-01-12 às 07:39 PM
| Comments (0)

. . .

flor do meu caminho
flor do campo
por ti
pelo teu carinho
sofro tanto
atávico
a toa
pra te ter aqui
pra te fazer esquecer
os tormentos
a pessoa
pra te ajudar contra os ventos
pra te cuidar
te arrancar cadeados
tramelas
escancarar tuas portas
janelas
te trazer o mar
me jogar
aos teus pés
aos teus prantos
os mais francos
os mais crueis
e te mostrar o quanto
de fato
tu és


:: jose luis 24-01-12 às 09:05 PM
| Comments (2)

. . .

amor meu
não deixa que eu
me desapareça
de tão sozinho
não deixa que eu
nessas idas e voltas
me esqueça
do teu caminho
faz eu não desistir
amor meu
agua minha
fonte
sêde
mar
horizonte
maresia
amor meu
infinito
o mais bonito
o mais narciso
o mais cheio de si
amor meu
sorriso
cheiro de chuva
jeito de ventania
vôo de colibri


:: jose luis 23-01-12 às 08:21 PM
| Comments (0)

. . .

. . .

de repente
me pego catando palavras no ar
fazendo rimas a beça
olhando descaradamente o mar
tranquilo
sem pressa
esse meu olhar
não reconheço mais
ando falando sozinho
pelos corredores
assoviando canções esquecidas
sem pensar na morte
sem pensar na vida
de um jeito a toa
de tanto faz
os pensamentos dançando
na minha cabeça
passo dias e dias
sem olhar os jornais
invado jardins
invado quintais
me pego roubando flores
fazendo coisas
que eu não fazia
sentindo uma brisa leve
entrando pelo meu nariz
sei lá quem sou eu agora
será que por acaso
isso é ser feliz?


:: jose luis 18-01-12 às 10:04 PM
| Comments (0)

. . .

vou embora
enquando tudo dorme
durante a noite escura
enquanto todos se escondem
como fazem sempre
estranhas criaturas
que desaparecem no sereno
não quero despedidas
não quero deixar acenos
pistas
rastros enormes
nenhum sinal de vida
como se eu quisesse voltar
quero me perder de vista
não quero que ninguem me veja
não quero que ninguem se lembre
principalmente quem não me quer
quem não me deseja
vou embora
antes de chegar a chuva
antes de amanhecer o dia
deixo lembranças
saudades
viuvas
saio com as mãos abanando
vazias
arrastando o corpo
pelos meus corredores
mesmo sentindo no peito
desespero
desconforto
descontrole
vou embora
por um caminho incerto
provavelmente sem volta
vou embora
carregado pelas tempestades
pelas ventanias
revoltas
vou por aí
desconstruindo
o que me resta da poesia
enquanto a minha vida inteira
se espalha de mim
e se solta


:: jose luis 16-01-12 às 09:35 PM
| Comments (0)

. . .

CRISE NO EURO

ALEMANHA, HOLANDA, FINLANDIA E LUXEMBURGO CONTINUAM AAA
FRANÇA ITÁLIA, ESPANHA AA+

demais países HAHAHAHA


:: jose luis 13-01-12 às 10:58 PM
| Comments (0)

. . .

tenho as palavras presas
na minha voz calada
as pernas cansadas
de tanto não ir
os braços vazios
por ninguem nunca vir
minhas roupas rasgadas
meus cabelos desalinhados
pelos ventos eternos
pelos tormentos
pelos infernos
o peito completamente desmoronado
pelos furacões constantes
não sou mais quem eu era antes
na verdade
não sou mais nada
sou apenas a pessoa
que perambula as madrugadas
alma que vaga a toa
atras da tua alma ingrata
que fez a minha assim
loa


:: jose luis 13-01-12 às 05:06 PM
| Comments (0)

. . .

relogio_1_.jpg


ihhhhh!!!!!


:: jose luis 12-01-12 às 04:05 PM
| Comments (0)

. . .

acorda
já é tarde
o sol deve estar cansado
de tanto ter ver dormir
para com esse sonho
larga essa mania de sonhar
levanta da noite passada
arrasta o teu corpo sonolento
como se ainda fosse madrugada
como se fosse a dona do tempo
arranca o teu resto de roupa
prende os cabelos
ouve só o silencio quieto
dos teus ouvidos
perambula nua pela casa
com esse teu ar deprimido
quase acordada
quase sem sentidos
abre a agua bem devagar
entra no banho
pensa na vida
pensa em mim
pensa em nós
e enquanto se molha
se vendo tão a sós
repara nas marcas
que eu te deixei pelo corpo
olha em volta
e descobre o vazio
o teu lado escuro absorto
os teus abismos sem fim
é como se sentisse muito frio
é como se sentisse despencando
é sempre assim
quando se sente sozinha
quando se sente sem mim


:: jose luis 08-01-12 às 12:31 PM
| Comments (0)

. . .

a noite
os gatos são pardos
os olhos são negros
as sombras são todas iguais
no amor não
as vezes os sonhos são pasadelos
os pesadelos as vezes são sonhos
na verdade
nenhum amor dorme em paz


:: jose luis 06-01-12 às 12:34 PM
| Comments (2)

. . .

. . .

E-Mail

Arquivo

BloWg

Vira-lata

Catarro Verde

Kibe Loco!

Joaquim Ferreira dos Santos

Ego Freak

De vez em quando